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08/08/2008

Cansaço

Estou consumida pela burocracia que me repele
Já não quero prestar conta de todas as coisas
Horas marcadas
Noites acordadas
Projetos sem nexo, enrolação
Não quero ouvir dizer que 'não há tempo'
Para o lado bom da vida
Quero palavras fáceis
Quero o quadro e o giz
Cansei de frases que querem dizer muitas coisas
Cansei de consideração, pena e conveniência
Quero o espontâneo e o desinteressado
Já não quero promessas
Quero simplesmente acreditar
com o olhar de quem olha
e não com a boca de quem fala
Estou consumida pela burocracia que me repele
Já não quero mais prestar conta de todas as coisas
Horas marcadas
Noites acordadas
Medo do escuro
Solidão...

28/07/2008

Liderança

"Natalie Gilbert, ganhou um prêmio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo a NBA. Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha. De repente... o braço tremeu, ela engasgou, esqueceu a letra... deu branco!!!

Treze anos. Sozinha, ali no meio...

O público estupefado ameaça uma vaia. De repente, Mo Edward Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e trazendo o público junto.

Bonita cena e - o que é mais incrível - ... só o técnico tomou a iniciativa de ir até lá para ajudar, enquanto os demais à volta dela só observavam estupefatos... Mostra como uma atitude de liderança e solidariedade, na hora certa, pode fazer uma grande diferença, para ajudarmos um ser humano e mudar a história do 'jogo da vida'. Será que isso já não aconteceu em nossas vidas? E a nossa atitude foi a do técnico Mo Cheeks ou da de todos que estavam ao redor, comum e de descaso?"

(Autoria do texto desconhecida)

Recebi esse email de minha amiga Raquel, da faculdade, e achei muito interessante. Muitas pessoas sabem ser solidárias, enquanto outras são implacáveis, principalmente se for para vaiar ou julgar as outras. Pensemos nisso!

23/07/2008

Férias

Nada melhor do que férias. É um ócio criativo. Dormir à tarde e encurujar à noite. Tocar violão, fazer ginástica sem se preocupar com o horário, arrumar e bagunçar o guarda roupa todo o dia, procrastinar momentos tediosos, rever amigos, namorar mais, ficar mais tempo com a mãe e levá-la pra baixo e pra cima (literalmente). Ir na rua, procurar chás, mercado fora de hora, ir no shopping só pra 'olhar', banhos demorados, risadas (muitas risadas), organizar o PC, baixar aquelas músicas, fazer receitas, estudar sábado (dessa eu não me livrei...). Ver sessão da tarde (isso é só pra quem pode), rezar um pouco mais, ir na casa dos primos e tios e etc, organizar churrasco com os amigos, participar da Feirinha do Bairro. Amo muito tudo isso...

16/07/2008

(In the Land of Women) Eu e as mulheres


Fui à locadora em busca de uma comédia romântica pra relaxar no domingo e achei um cartaz enorme com um filme estrelado por Adam Brody (que eu adoro!!). Nem pensei duas vezes e peguei. Quanto vi o título "Eu e as mulheres" achei que pudesse ser um besteirol, mas confesso que me surpreendi. Há pessoas que alugam filmes pela sinopse, outros pela capa, outros pelo tipo de filme. Confesso que, se gosto do ator ou da atriz, esqueço qualquer outra exigência. Vamos ao que interessa: Trata-se de um jovem escritor que, entristecido pelo fim de seu relacionamento com uma atriz em ascensão, resolve sair da badalação de LA para passar uns tempos com sua avó no subúrbio e se concentrar em seu trabalho (ele escrevia filmes pornôs). Sua avó, já com idade avançada e convicta de sua morte, necessitava de cuidados básicos e um pouco de companhia. Ao chegar lá, além da experiência de cuidar de uma senhora excêntrica e cheia de manias, o jovem conhece uma jovem mãe de família (Sarah) e suas duas filhas. Ao se aproximar dos conflitos interiores sofridos por diferentes gerações de mulheres, ele consegue se transformar, enquanto transforma a vida dessas pessoas também.
Uma das coisas que mais gostei no filme é o fato dele não ter fim. Achei isso o máximo porque confere um ar mais condizente com a realidade. Também adorei a simplicidade do diálogo e a sutileza da mensagem do filme, nada muito moralista, mas marcante. Pessoalmente refleti como podemos transformar a vida uns dos outros através de uma conversa ou uma pequena gentileza. Se deixarmos de estar abertos a sair da superfície, as pessoas passarão por nossas vidas despercebidas. Acima de tudo acredito que o diretor teve muita sensibilidade, pois é diante de um problema realmente grave que paramos para questionar tudo o que fazemos e o que somos, para ser igual, ser diferente ou indiferente...

13/07/2008

Pretérito dos quereres

Já quis ser a mais bela das belas
Já quis que parasse de olhar pra mim;
Já quis ter asas que me levassem além
Já quis morar debaixo da terra úmida;
Já quis encontrar esconderijos secretos
que amigos imaginários existissem
Já quis ser o 'ouvido' das paredes!
Também quis ser surda...

Já quis nunca envelhecer
Já quis ter netos
só pra mostrar meu filme predileto
Já quis que a chuva acabasse
Já quis noites geladas em dias ensolarados
Já quis ser a vilã, e consegui
Já fui vilã sem querer
Já quis ser o passarinho verde
E acabei como o cupido entediado ...

Já quis ser bipolar
Já quis que ninguém me levasse a sério
Mas já quis que me dessem crédito
e já quis falar ‘verdades’ ...
Já quis mentir e não consegui
ao menos pra mim mesma

Também já quis um milhão de amigos
Já quis apenas um em dias de choro
Já confiei sem poder confiar
e desconfiei quando devia
Já quis abraçar e abracei

Quisera eu saber o que ainda quero
Quisera eu adivinhar
o que meus quereres fizeram de mim
Contento-me hoje em saber bem o que não quero
Minha sorte é saber, enfim,
que não te quero longe de mim...

07/07/2008

News

Estou contente. Ganhei um violão novo, com caixa acústica e microfone. Foi uma surpresa do meu pai. Fora de época e tudo mais. O chato é que fico louca pra ter um tempinho pra me dedicar. Já esqueci como se toca... Perdi a pouca prática que tinha. Ah, o importante é se divertir né? Como a caixa acústica veio com fone eu não atrapalho ninguém!

23/06/2008

Balanço dos 21 anos

Bom, hoje é o último dia que posso dizer que tenho 21 anos (até posso dizer em qualquer época, mas não será verdade). Portanto, vou tentar fazer um balanço do ano. Engraçado porque nesse acredito que não mudei muito, quase nada. Algumas considerações:

- Agora gosto mais de fazer exercícios, acho que a mudança de ambiente foi positiva;
- Aprimorei meus hábitos de leitura e passei a refletir um pouco mais, me descobrir e essas coisas que a leitura proporciona (catarse das emoções mais subjetivas);
- Criei este blog e estou adorando escrever e fico contente pelo incentivo das pessoas que visitam e, desde já, agradeço.
- Me sinto mais segura enquanto professora e gosto da modalidade em que trabalho, mesmo sabendo que tenho pouca experiência;
- Às vezes é preciso admitir fraquezas, não adianta: tenho TPM, transpiro nas mãos e sou preguiçosa;
- Ligo menos para o que os outros falam, não vou dizer que ainda não dou a mínima, mas uma vez ouvi a frase: "O que pensam de mim não é problema meu" e acho que a cada dia tomo mais consciência disso;
- Vejo o quanto minha família me considera: tios, primos e amigos que são parte dela também e acho isso tudo muito bonito;
- Luto com 'fantasmas'. Às vezes acho que a gravidade está contra mim, que existe uma conspiração querendo me 'testar' que o sistema é insano... E fico com medo! Muito medo...
- Caminho 'no passinho do bonequinho' (brincadeirinha). As coisas poderiam acontecer mais rápido, ainda piro com isso, mas acho que no processo também sou feliz;
- Sou cada vez mais introspectiva e calada, não sei se é porque não há o que dizer, ou o silêncio me conforta. Não é porque não gosto de falar, mas acontece muito.
- Sei que sei ser grossa também. Nesse último ano discuti com pessoas e elas ficaram sem fala, mas sinto que falei a verdade, só que depois de muito tempo. Essa coisa de deixar pra depois não dá certo. Não mesmo.
- Quero me casar, mas esse é só mais um detalhe. E que detalhe! Sou muito reservada. Acho tão difícil falar de coisas que envolvem sentimento. Em suma, achei que não ficaria nervosa e cheia de coisas na cabeça igual os 'quase-casados' ficam. Não tem jeito, todos os dias me pergunto se serei boa o bastante como uma esposa. A única coisa que sei é que me esforçarei o quanto for preciso.
- Descobri que quero fazer muita coisa, que entrei na faculdade muito cedo e que gostaria de ter outra profissão. Detalhe: ainda não sei qual.
- Ganhei olheiras.
- Juntar dinheiro é muito chato, mas necessário. Pedir para os pais é o 'final'. Fico feliz em dar menos despesa e poder fazer agradinhos, ainda que raros...

Essas são algumas das coisas que consigo perceber com mais clareza. Algumas outras permanecem obscuras. Enfim, é bom pensar que não sou uma estranha morando dentro de mim, apenas um tanto imprevisível, o suficiente para aguçar minha auto-curiosidade. Talvez amanhã eu não seja mais assim. Talvez amanhã seja do mesmo jeito. Só vivendo pra saber...