Nada melhor do que férias. É um ócio criativo. Dormir à tarde e encurujar à noite. Tocar violão, fazer ginástica sem se preocupar com o horário, arrumar e bagunçar o guarda roupa todo o dia, procrastinar momentos tediosos, rever amigos, namorar mais, ficar mais tempo com a mãe e levá-la pra baixo e pra cima (literalmente). Ir na rua, procurar chás, mercado fora de hora, ir no shopping só pra 'olhar', banhos demorados, risadas (muitas risadas), organizar o PC, baixar aquelas músicas, fazer receitas, estudar sábado (dessa eu não me livrei...). Ver sessão da tarde (isso é só pra quem pode), rezar um pouco mais, ir na casa dos primos e tios e etc, organizar churrasco com os amigos, participar da Feirinha do Bairro. Amo muito tudo isso...

23/07/2008
16/07/2008
(In the Land of Women) Eu e as mulheres

Fui à locadora em busca de uma comédia romântica pra relaxar no domingo e achei um cartaz enorme com um filme estrelado por Adam Brody (que eu adoro!!). Nem pensei duas vezes e peguei. Quanto vi o título "Eu e as mulheres" achei que pudesse ser um besteirol, mas confesso que me surpreendi. Há pessoas que alugam filmes pela sinopse, outros pela capa, outros pelo tipo de filme. Confesso que, se gosto do ator ou da atriz, esqueço qualquer outra exigência. Vamos ao que interessa: Trata-se de um jovem escritor que, entristecido pelo fim de seu relacionamento com uma atriz em ascensão, resolve sair da badalação de LA para passar uns tempos com sua avó no subúrbio e se concentrar em seu trabalho (ele escrevia filmes pornôs). Sua avó, já com idade avançada e convicta de sua morte, necessitava de cuidados básicos e um pouco de companhia. Ao chegar lá, além da experiência de cuidar de uma senhora excêntrica e cheia de manias, o jovem conhece uma jovem mãe de família (Sarah) e suas duas filhas. Ao se aproximar dos conflitos interiores sofridos por diferentes gerações de mulheres, ele consegue se transformar, enquanto transforma a vida dessas pessoas também.
Uma das coisas que mais gostei no filme é o fato dele não ter fim. Achei isso o máximo porque confere um ar mais condizente com a realidade. Também adorei a simplicidade do diálogo e a sutileza da mensagem do filme, nada muito moralista, mas marcante. Pessoalmente refleti como podemos transformar a vida uns dos outros através de uma conversa ou uma pequena gentileza. Se deixarmos de estar abertos a sair da superfície, as pessoas passarão por nossas vidas despercebidas. Acima de tudo acredito que o diretor teve muita sensibilidade, pois é diante de um problema realmente grave que paramos para questionar tudo o que fazemos e o que somos, para ser igual, ser diferente ou indiferente...
13/07/2008
Pretérito dos quereres
Já quis ser a mais bela das belas
Já quis que parasse de olhar pra mim;
Já quis ter asas que me levassem além
Já quis morar debaixo da terra úmida;
Já quis encontrar esconderijos secretos
que amigos imaginários existissem
Já quis ser o 'ouvido' das paredes!
Também quis ser surda...
Já quis nunca envelhecer
Já quis ter netos
só pra mostrar meu filme predileto
Já quis que a chuva acabasse
Já quis noites geladas em dias ensolarados
Já quis ser a vilã, e consegui
Já fui vilã sem querer
Já quis ser o passarinho verde
E acabei como o cupido entediado ...
Já quis ser bipolar
Já quis que ninguém me levasse a sério
Mas já quis que me dessem crédito
e já quis falar ‘verdades’ ...
Já quis mentir e não consegui
ao menos pra mim mesma
Também já quis um milhão de amigos
Já quis apenas um em dias de choro
Já confiei sem poder confiar
e desconfiei quando devia
Já quis abraçar e abracei
Quisera eu saber o que ainda quero
Quisera eu adivinhar
o que meus quereres fizeram de mim
Contento-me hoje em saber bem o que não quero
Minha sorte é saber, enfim,
que não te quero longe de mim...
Já quis que parasse de olhar pra mim;
Já quis ter asas que me levassem além
Já quis morar debaixo da terra úmida;
Já quis encontrar esconderijos secretos
que amigos imaginários existissem
Já quis ser o 'ouvido' das paredes!
Também quis ser surda...
Já quis nunca envelhecer
Já quis ter netos
só pra mostrar meu filme predileto
Já quis que a chuva acabasse
Já quis noites geladas em dias ensolarados
Já quis ser a vilã, e consegui
Já fui vilã sem querer
Já quis ser o passarinho verde
E acabei como o cupido entediado ...
Já quis ser bipolar
Já quis que ninguém me levasse a sério
Mas já quis que me dessem crédito
e já quis falar ‘verdades’ ...
Já quis mentir e não consegui
ao menos pra mim mesma
Também já quis um milhão de amigos
Já quis apenas um em dias de choro
Já confiei sem poder confiar
e desconfiei quando devia
Já quis abraçar e abracei
Quisera eu saber o que ainda quero
Quisera eu adivinhar
o que meus quereres fizeram de mim
Contento-me hoje em saber bem o que não quero
Minha sorte é saber, enfim,
que não te quero longe de mim...
07/07/2008
News
Estou contente. Ganhei um violão novo, com caixa acústica e microfone. Foi uma surpresa do meu pai. Fora de época e tudo mais. O chato é que fico louca pra ter um tempinho pra me dedicar. Já esqueci como se toca... Perdi a pouca prática que tinha. Ah, o importante é se divertir né? Como a caixa acústica veio com fone eu não atrapalho ninguém!
23/06/2008
Balanço dos 21 anos
Bom, hoje é o último dia que posso dizer que tenho 21 anos (até posso dizer em qualquer época, mas não será verdade). Portanto, vou tentar fazer um balanço do ano. Engraçado porque nesse acredito que não mudei muito, quase nada. Algumas considerações:
- Agora gosto mais de fazer exercícios, acho que a mudança de ambiente foi positiva;
- Aprimorei meus hábitos de leitura e passei a refletir um pouco mais, me descobrir e essas coisas que a leitura proporciona (catarse das emoções mais subjetivas);
- Criei este blog e estou adorando escrever e fico contente pelo incentivo das pessoas que visitam e, desde já, agradeço.
- Me sinto mais segura enquanto professora e gosto da modalidade em que trabalho, mesmo sabendo que tenho pouca experiência;
- Às vezes é preciso admitir fraquezas, não adianta: tenho TPM, transpiro nas mãos e sou preguiçosa;
- Ligo menos para o que os outros falam, não vou dizer que ainda não dou a mínima, mas uma vez ouvi a frase: "O que pensam de mim não é problema meu" e acho que a cada dia tomo mais consciência disso;
- Vejo o quanto minha família me considera: tios, primos e amigos que são parte dela também e acho isso tudo muito bonito;
- Luto com 'fantasmas'. Às vezes acho que a gravidade está contra mim, que existe uma conspiração querendo me 'testar' que o sistema é insano... E fico com medo! Muito medo...
- Caminho 'no passinho do bonequinho' (brincadeirinha). As coisas poderiam acontecer mais rápido, ainda piro com isso, mas acho que no processo também sou feliz;
- Sou cada vez mais introspectiva e calada, não sei se é porque não há o que dizer, ou o silêncio me conforta. Não é porque não gosto de falar, mas acontece muito.
- Agora gosto mais de fazer exercícios, acho que a mudança de ambiente foi positiva;
- Aprimorei meus hábitos de leitura e passei a refletir um pouco mais, me descobrir e essas coisas que a leitura proporciona (catarse das emoções mais subjetivas);
- Criei este blog e estou adorando escrever e fico contente pelo incentivo das pessoas que visitam e, desde já, agradeço.
- Me sinto mais segura enquanto professora e gosto da modalidade em que trabalho, mesmo sabendo que tenho pouca experiência;
- Às vezes é preciso admitir fraquezas, não adianta: tenho TPM, transpiro nas mãos e sou preguiçosa;
- Ligo menos para o que os outros falam, não vou dizer que ainda não dou a mínima, mas uma vez ouvi a frase: "O que pensam de mim não é problema meu" e acho que a cada dia tomo mais consciência disso;
- Vejo o quanto minha família me considera: tios, primos e amigos que são parte dela também e acho isso tudo muito bonito;
- Luto com 'fantasmas'. Às vezes acho que a gravidade está contra mim, que existe uma conspiração querendo me 'testar' que o sistema é insano... E fico com medo! Muito medo...
- Caminho 'no passinho do bonequinho' (brincadeirinha). As coisas poderiam acontecer mais rápido, ainda piro com isso, mas acho que no processo também sou feliz;
- Sou cada vez mais introspectiva e calada, não sei se é porque não há o que dizer, ou o silêncio me conforta. Não é porque não gosto de falar, mas acontece muito.
- Sei que sei ser grossa também. Nesse último ano discuti com pessoas e elas ficaram sem fala, mas sinto que falei a verdade, só que depois de muito tempo. Essa coisa de deixar pra depois não dá certo. Não mesmo.
- Quero me casar, mas esse é só mais um detalhe. E que detalhe! Sou muito reservada. Acho tão difícil falar de coisas que envolvem sentimento. Em suma, achei que não ficaria nervosa e cheia de coisas na cabeça igual os 'quase-casados' ficam. Não tem jeito, todos os dias me pergunto se serei boa o bastante como uma esposa. A única coisa que sei é que me esforçarei o quanto for preciso.
- Descobri que quero fazer muita coisa, que entrei na faculdade muito cedo e que gostaria de ter outra profissão. Detalhe: ainda não sei qual.
- Ganhei olheiras.
- Juntar dinheiro é muito chato, mas necessário. Pedir para os pais é o 'final'. Fico feliz em dar menos despesa e poder fazer agradinhos, ainda que raros...
Essas são algumas das coisas que consigo perceber com mais clareza. Algumas outras permanecem obscuras. Enfim, é bom pensar que não sou uma estranha morando dentro de mim, apenas um tanto imprevisível, o suficiente para aguçar minha auto-curiosidade. Talvez amanhã eu não seja mais assim. Talvez amanhã seja do mesmo jeito. Só vivendo pra saber...
- Quero me casar, mas esse é só mais um detalhe. E que detalhe! Sou muito reservada. Acho tão difícil falar de coisas que envolvem sentimento. Em suma, achei que não ficaria nervosa e cheia de coisas na cabeça igual os 'quase-casados' ficam. Não tem jeito, todos os dias me pergunto se serei boa o bastante como uma esposa. A única coisa que sei é que me esforçarei o quanto for preciso.
- Descobri que quero fazer muita coisa, que entrei na faculdade muito cedo e que gostaria de ter outra profissão. Detalhe: ainda não sei qual.
- Ganhei olheiras.
- Juntar dinheiro é muito chato, mas necessário. Pedir para os pais é o 'final'. Fico feliz em dar menos despesa e poder fazer agradinhos, ainda que raros...
Essas são algumas das coisas que consigo perceber com mais clareza. Algumas outras permanecem obscuras. Enfim, é bom pensar que não sou uma estranha morando dentro de mim, apenas um tanto imprevisível, o suficiente para aguçar minha auto-curiosidade. Talvez amanhã eu não seja mais assim. Talvez amanhã seja do mesmo jeito. Só vivendo pra saber...
16/06/2008
Aos 90 publico...talvez
Não sei porque tanta sensibilidade
ou porque as respostas confundem a mente
Sei que voltei a ser criança dependente
enquanto tentava ser mulher de verdade.
ou porque as respostas confundem a mente
Sei que voltei a ser criança dependente
enquanto tentava ser mulher de verdade.
12/06/2008
Coisas que eu gosto
Gosto de músicas suaves
de redes e agasalhos
e de procurar a Lua todos os dias no céu
Gosto do cheiro de cafeína pela manhã
de meias grossas
Gosto de TV de madrugada
das risadas de minha mãe
e de voltar pra casa
Gosto de comédias românticas
e de assistir filmes repetidos
Eu gosto é de coreografias
de pinturas florais
de super- heróis
Gosto de analisar contra-capas
de borboletas coloridas
e pipocas meladas
de vestidos soltos
Gosto de valsas espontâneas
de brisa e de velas
e de fotografias em preto e branco
Gosto de rostos corados
e banhos quentes
Gosto de exagerar no sorvete
de gentilezas desinteressadas
de achados inesperados
Gosto de mudar as coisas de lugar
de ditos populares
das tatuagens de biscoito
Gosto de carregar lanternas
de cheirinhos no carro
e bolas de sabão
Gosto quando sei que vai chegar
Gosto quando chega
Gosto de dizer olá
de olhar e compreender
e de piscar os olhos...
de redes e agasalhos
e de procurar a Lua todos os dias no céu
Gosto do cheiro de cafeína pela manhã
de meias grossas
Gosto de TV de madrugada
das risadas de minha mãe
e de voltar pra casa
Gosto de comédias românticas
e de assistir filmes repetidos
Eu gosto é de coreografias
de pinturas florais
de super- heróis
Gosto de analisar contra-capas
de borboletas coloridas
e pipocas meladas
de vestidos soltos
Gosto de valsas espontâneas
de brisa e de velas
e de fotografias em preto e branco
Gosto de rostos corados
e banhos quentes
Gosto de exagerar no sorvete
de gentilezas desinteressadas
de achados inesperados
Gosto de mudar as coisas de lugar
de ditos populares
das tatuagens de biscoito
Gosto de carregar lanternas
de cheirinhos no carro
e bolas de sabão
Gosto quando sei que vai chegar
Gosto quando chega
Gosto de dizer olá
de olhar e compreender
e de piscar os olhos...
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